quinta-feira, 16 de abril de 2015

“CHUVA” DE MILHARES DE MILHÕES DE DÓLARES



A economia angolana parece ter resistido ao primeiro embate da queda do preço do petróleo, principal fonte de receitas do país. Mas as consequências do abrandamento continuam a preocupar e motivam agora promessas de uma autêntica “chuva” de milhares de milhões de dólares. A grande ameaça é um aumento do desemprego e do descontentamento, e as suas consequências sociais.
Cinco mil milhões de dólares até 2017. É esta a promessa do governo para investir na melhoria do acesso a água potável. Foi feita pelo secretário de Estado Luís Filipe da Silva, durante o Fórum Mundial da Água, na Coreia do Sul, e noticiada pela agência oficial Angop.
O acesso a água e saneamento é uma das principais queixas da população, grande parte da qual ainda vive em bairros degradados. Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que 40 por cento dos angolanos não tem acesso a água potável e 53 por cento não dispõe de saneamento.
Na “mira” do Fundo Soberano de Angola, liderado por um dos filhos do presidente José Eduardo dos Santos, estão investimentos na economia – em particular nos sectores de mineração, madeiras, agricultura e cuidados de saúde. Esta semana, prometeu alocar 1,4 mil milhões de dólares a cinco fundos específicos para cada um destes setores.
A promessa é de 250 milhões para investimentos em minas, outro tanto para madeiras, agricultura e para projetos de empreendedores que não têm acesso a financiamento bancário. Para projetos de cuidados de saúde estão reservados 400 milhões de dólares.
 

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