FILHO DE ZUMA QUER ESTRANGEIROS FORA DO PAÍS
INTERNACIONAL
Violência em Durban já resultou na morte de cinco
pessoas desde sexta-feira. Ao todo, 46 pessoas foram detidas. Nem com cinco
mortos e muitas cenas de violência, nem depois da Fundação Gift of the Givers
ter aberto um campo de refugiados nos arredores de Durban para acomodar as
pessoas que fugiam da violência, nem com estrangeiros a armar-se para se
defender dos ataques xenófobos, nem com toda a agitação provocada pelas suas
palavras, Edward Zuma, o filho do presidente sul-africano muda o discurso.
“Eu não vou parar de dizer a
verdade. O Governo deve parar de evitar abordar esta questão. Estas
pessoas devem voltar para as suas comunidades, e não teríamos desperdiçado
dinheiro dos contribuintes”, referiu Zuma em entrevista ao canal de televisão News24, citado pelo CanalMoz.
A violência xenófoba tem-se vindo a
alastrar no país nos últimos meses no país mas esta recente onda começou em
Durban, na sexta-feira, tendo resultado a semana passada na morte de dois
cidadãos moçambicanos e o discurso de políticos como Julius Malema, o
dissidente do ANC, no poder, que formou os Economic Freedom Fighters.
Hoje está marcada uma marcha pela
paz em Durban, convocada por líderes religiosos e políticos, destinada a tomar
uma posição contra a xenofobia. O Movimento Sem Terra questionou, no entanto,
os reais intentos dos organizadores da manifestação, tendo em conta que ninguém
saiu a defender uma marcha do género convocada a 8 de Abril por organizações de
imigrantes e que foi mesmo atacada pela polícia.
“Existem muitos, no partido do
poder, que querem os pobres divididos em vez de unidos. E preferem ter os
pobres virados contra os seus vizinhos, em vez de virados contra os seus
verdadeiros opressores”, afirmou o movimento, segundo o CanalMoz, página de
Facebook do semanário Canal de
Moçambique.
Entretanto, Edward Zuma está a ser
investigado pela Comissão de Direitos Humanos da África do Sul pelos seus
discursos contra os estrangeiros e por instigar uma violência que não se
sabe onde irá terminar e como.
Uma mensagem de Whatsapp posta a
circular na semana passada pedia aos estrangeiros para deixarem o país,
deixando a ameaça: “O genocídio neste canto de África será muito pior do que
aconteceu no Rwanda, em 1994. Em seguida, todo o continente será reduzido a
cinzas”, lia-se a mensagem que se espalhou rapidamente e aumentou ainda mais o
pânico entre os imigrantes.
Até agora, segundo dados da imprensa
sul-africa, já morreram cinco pessoas , incluindo um adolescente, e 46 foram
presas desde que começou em Isipingo, sexta-feira.

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